14 março 2016

Arbustos e Arvores na Portela (3) - LOUREIRO (Laurus nobilis L.)

Loureiro 
Laurus nobilis L.
Família: Lauraceae
Publicação:1753
Distribuição geográfica: região mediterrânica. Em Portugal encontra-se abundantemente no centro e norte mais atlânticos.
Na Portela: Alguns canteiros e no Jardim da AMPortela em frente às Piscinas


A Folhagem do Loureiro
Caducidade: persistente
Altura: até 12m, normalmente de 5 a 10m
Longevidade: não vive muito além de 100 anos
Porte: árvore dióica de tronco direito, copa densa, algo irregular de forma acuminada.
Ritidoma: liso, castanho-esverdeado.
Folhas: simples, alternas, verde-escuras e lustrosas na face superior, mais pálidas na inferior; coriáceas, de 6-12cm, sem pêlos e em forma de ferro-de-lança; de margem interira ligeiramente ondulada; nervuras secundárias pouco salienes, curvas e não atingindo claramente a margem; aromáticas.
Estrutura reprodutiva: flores amarelo-claras com 4 peças petalóides e 8-12 estames; fruto uma drupa carnuda, ovóide, semelhante a uma azeitona, com 1-1,5cm de comprimento; negra quando madura.
Floração: fevereiro, abril
Um Loureiro na Portela
Maturação dos frutos: princípios do outono
Habitat e ecologia: sebes e bosques sublitorais, sob clima ameno, sem geadas prolongadas. Ocorre até aos 900m. É indiferente ao pH, necessitando de solos húmidos, soltos e férteis. Espécie de semi-sombra. Necessita de precipitações ou rega nos meses de verão. Resiste moderadamente ao frio, mas mais dificilmente a ventos fortes frios. Não se dá bem com excessiva exposição marítima. É uma árvore altamente resistente a pragas e doenças.
A Flor do Loureiro
Usos e costumes: uso culinário e medicinal (tónico estomacal, carminativo, regulador do ciclo menstrual, reumatismo, etc.). As folhas podem ser utilizadas verdes ou secas, contudo não deve passar mais de um ano depois de colhidas, pois perdem o seu aroma. Uso ornamental, suportando bem o recorte. Desde a Antiguidade é utilizado para distinguir os méritos individuais por meio da atribuição de coroas de louros aos atletas vencedores e os poetas laureados; também o título de bacharel reflecte esse costume (baccalauréat – premiado com a “baga do louro”, Bacca Laureat). Ajuda a proteger as plantas circundantes de insetos.
Modos de propagação: Por semente: Simplesmente semear as sementes assim que estiverem maduras. Dependendo do local deve-se proteger a árvore do frio no inverno. Devem ser plantadas nas suas posições permanentes em altura de temperaturas amenas e de humidade. Por estaca: Pode cortar-se ramos semi-lenhificados em julho / agosto, sendo aconselhável esperar 6 meses antes de mudá-la de lugar. Também é possível cortar ramos laterais maduros, de cerca de 10cm, que tenham um nó, em novembro / dezembro (alta percentagem de sucesso). Por alporquia.
Informações adicionais: o loureiro continental (L. nobilis L.) pertence a uma espécie distinta da dos ocorrentes nas ilhas: quer L. azorica (Seub.) Franco, dos Açores, quer L. novocanarensis Rivas-Mart. et al. da Madeira, distinguem-se do loureiro continental pelas nervuras secundárias muito rectas, salientes e atingindo a margem, e ainda pelo indumento das folhas e pecíolos castanho-acobreado.
A Baga do Loureiro
Designação inglesa / espanhola: Bay Laurel / Laurel

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10 março 2016

Arbustos e Arvores na Portela (2) - Freixo (freixo-de-folhas-estreitas)

Freixo (freixo-de-folhas-estreitas)
Fraxinus angustifolia Vahl
Família: Oleaceae
Publicação:1804
Distribuição geográfica: sul, este e centro da Europa. Em Portugal é comum em todo o território.
Na PORTELA: Em grande parte da Av. dos Escritores
Caducidade: caduca
Altura: até 35m, normalmente menos de 20m
Longevidade: cerca de 200 anos
Porte: árvore de copa ovalada
Ritidoma: castanho-acinzentado, liso em jovem, tornando-se densamente fendido e rugoso com a idade.
Folhas: opostas, compostas, glabras, com 3-13 folíolos de margem inteira na base e remotamente dentados acima, linear-lanceolados.
Estrutura reprodutiva: flores em panículas laterais, apétalas, aparecendo antes das folhas; fruto, sâmaras glabras, elípticas ou oblongas com o ápice ponteagudo; cor amarela
Floração: fevereiro - abril

Maturação dos frutos: final do verão
Habitat e ecologia: margens de cursos  de água e bosques em solos mesotróficos; muito frequente a marginar pastagens permanentes seminaturais (lameiros). Condições óptimas até aos 1600. É indiferente ao pH, necessitando de um solo fresco e com um certo grau de humidade. Espécie de sol, que precisa de humidade ambiental abundante. Muito resistente ao frio e ventos e tolera poluição atmosférica. Contudo é afetada pelo ar costeiro.
Usos e costumes: a sua madeira é muito usada em cabos de utensílios devido à sua elasticidade e tenacidade. É uma árvore muito comum em parques e jardins como ornamental. Tal como nas restante espécies do género Fraxinus, a sua folhagem constitui um óptimo alimento para o gado, de importância acrescida após a morte da maior parte dos ulmeiros (Ulmus minor) portugueses, com a chegada da grafiose ou doença holandesa do ulmeiro. Os freixos tradicionalmente eram explorados em talhadia alta, prática infelizmente em acentuada recessão, com consequências na qualidade dos pastos situados na sua vizinhança.
Modos de propagação: Por semente: é melhor colher a semente ainda verde (já totalmente desenvolvida, mas antes de ter secado por completo na árvore) e semeá-la de seguida. Geralmente a germinação ocorre na primavera. Se armazenar as sementes, estas deverão necessitar de um período de estratificação a frio. Quando as plantas tiverem o tamanho suficiente, pode mudá-las para vasos e protegê-las durante o primeiro inverno. Na primavera, plante-as nos locais definitivos.
Informações adicionais: F. oxycarpa Bieb. é muito semelhante a F. angustifolia sendo considerado por alguns autores como uma subespécie. Distingue-se pela presença de pêlos na página inferior dos folíolos junto à nervura, sendo cultivado como ornamental em algumas zonas do país.
Designação inglesa / espanhola: Narrow-leafed Ash / Fresno común

Do florestar.net

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06 março 2016

Arbustos e Arvores na Portela (1) - Gilbarbeira

Ruscus aculeatus L. - GILBARBEIRA


Nome científico: Ruscus aculeatus L.
Família: Liliaceae.
Sinônimos botânicos: não encontrados na literatura consultada.
Outros nomes populares: giesteira-das-vassouras, Butcher’s broom (inglês), rusco (espanhol), retit houx (francês), rusc (italiano).
Constituintes químicos: cálcio, óleo essencial, flavonóides, potássio, resina, sódio.
Propriedades medicinais: antiexudativa, antiinflamatória, depurativa, diurética, vasoconstritora.
Indicações: cansaço, edema nas panturrilhas e pernas, dismenorréia, flebite, gota, hemorróida, insuficiência venosa e renal, menopausa, variz.
Parte utilizada: raízes secundárias.
Contra-indicações/cuidados: pacientes alcoólatras e crianças menores de 12 anos, hipertensão, insuficiência renal, cardiopatias.
Efeitos colaterais: pode provocar intolerância gástrica e dores estomacais.
 Algumas espécies do gênero: Ruscus

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