10 março 2016

Arbustos e Arvores na Portela (2) - Freixo (freixo-de-folhas-estreitas)

Freixo (freixo-de-folhas-estreitas)
Fraxinus angustifolia Vahl
Família: Oleaceae
Publicação:1804
Distribuição geográfica: sul, este e centro da Europa. Em Portugal é comum em todo o território.
Na PORTELA: Em grande parte da Av. dos Escritores
Caducidade: caduca
Altura: até 35m, normalmente menos de 20m
Longevidade: cerca de 200 anos
Porte: árvore de copa ovalada
Ritidoma: castanho-acinzentado, liso em jovem, tornando-se densamente fendido e rugoso com a idade.
Folhas: opostas, compostas, glabras, com 3-13 folíolos de margem inteira na base e remotamente dentados acima, linear-lanceolados.
Estrutura reprodutiva: flores em panículas laterais, apétalas, aparecendo antes das folhas; fruto, sâmaras glabras, elípticas ou oblongas com o ápice ponteagudo; cor amarela
Floração: fevereiro - abril

Maturação dos frutos: final do verão
Habitat e ecologia: margens de cursos  de água e bosques em solos mesotróficos; muito frequente a marginar pastagens permanentes seminaturais (lameiros). Condições óptimas até aos 1600. É indiferente ao pH, necessitando de um solo fresco e com um certo grau de humidade. Espécie de sol, que precisa de humidade ambiental abundante. Muito resistente ao frio e ventos e tolera poluição atmosférica. Contudo é afetada pelo ar costeiro.
Usos e costumes: a sua madeira é muito usada em cabos de utensílios devido à sua elasticidade e tenacidade. É uma árvore muito comum em parques e jardins como ornamental. Tal como nas restante espécies do género Fraxinus, a sua folhagem constitui um óptimo alimento para o gado, de importância acrescida após a morte da maior parte dos ulmeiros (Ulmus minor) portugueses, com a chegada da grafiose ou doença holandesa do ulmeiro. Os freixos tradicionalmente eram explorados em talhadia alta, prática infelizmente em acentuada recessão, com consequências na qualidade dos pastos situados na sua vizinhança.
Modos de propagação: Por semente: é melhor colher a semente ainda verde (já totalmente desenvolvida, mas antes de ter secado por completo na árvore) e semeá-la de seguida. Geralmente a germinação ocorre na primavera. Se armazenar as sementes, estas deverão necessitar de um período de estratificação a frio. Quando as plantas tiverem o tamanho suficiente, pode mudá-las para vasos e protegê-las durante o primeiro inverno. Na primavera, plante-as nos locais definitivos.
Informações adicionais: F. oxycarpa Bieb. é muito semelhante a F. angustifolia sendo considerado por alguns autores como uma subespécie. Distingue-se pela presença de pêlos na página inferior dos folíolos junto à nervura, sendo cultivado como ornamental em algumas zonas do país.
Designação inglesa / espanhola: Narrow-leafed Ash / Fresno común

Do florestar.net

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21 junho 2012

Estas Arvores Novas já estão Condenadas à Morte

Apesar do esforço em plantar novas espécies no Jardim Almeida Garrett, ha sempre o problema de manutenção. O não se terem mantido as caldeiras das árvores tratadas e limpas, leva a que no corte da relva,se "arranque a casca" das árvores com o fio plastico das roçadoras mecânicas.
Esta situação já não é nova e tem levado à morte de muitas arvores juvenis implantadas nos relvados.
Tipuana

Freixo

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29 maio 2012

Maio está quase no fim

É realmente o " algodão" dos choupos que nos anuncia a chegada do mês de Maio.
Noutros sitios é o pó amarelo (polen) dos pinheiros que anuncia Maio e as giestas com as suas flôres amarelas.
Felizmente que ha ja alguns anos se decidiu abater faseadamente alguns dos choupos da Portela. Atendendo às varias especies de choupos, os seus periodos de vida podem oscilar entre os vinte e poucos anos e os setenta anos. Os primitivos choupos definharam, tendo alguns morrido e outros sido abatidos , quer pelo mal que provocavam quer pelo aspecto caduco que já apresentavam. Os mais vivazes continuam imponentes apesar das podas apertadas e curtas que têm sido bem efectuadas.São estes que devem ser abatidos e a um ritmo mais acelerado, repondo-se arvores mais nobres em sua substituição.Em 1995 num estudo apresentado pelo EngºAgr. Barata da Silva previa-se essa actuação durante 10 anos, considerando os ciclos de renovação e crescimento.
Hoje em dia tem-se optado pela plantação de Freixos em detrimento de outras arvores nobres de zonas urbanizadas. Como ja desapareceram quase todas as Tilias era altura de repor algumas delas. As Tilias que as havia no Seminario e no Jardim da Associação despareceram mesmo.

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09 maio 2011

Os Freixos da Portela estão DOENTES

Alguns Freixos ja morreram o ano passado e este ano irão morrer muitos mais. Este tipo de lepra pode ter sido causado por uma poda inconveniente ou pelo não tratamento das feridas na zona dos nós dos galhos.
O verde-amarelado da folhagem, indicia já a doença com a queda prematura das suas folhas. Já existem galhos que secaram neste ciclo do verão.
Nodulos já cheios de parasitas

É urgente que se tomem medidas fito-sanitárias para que a praga não acabe com a maioria das arvores da Portela. Existem serviços capazes ligados às zonas verdes da Câmara de Loures, capazes de resolverem esta situação.
Ja publicado a 9-9-2010

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