Afinal acabou-se a festa da Portela
Sabemos que na Portela, Bairro onde "aterrei" com 12 anos vindo de Angola - como muitos outros -, criou raízes "históricas" e de "identidade" um momento. As Festas da Junta de Freguesia, local onde os Portelenses, em 3 dias de um fim de semana de Outubro (6,7 e 8) se reunem. Local onde as "forças vivas" da Portela manifestam a sua actividade sendo, elas mesmas, o coração dessa união. Marcadas que foram - com sempre - para o próximo fim de semana as ditas "festas", prepararam-se as entidades convidadas a participar. Fizeram-se encomendas, alinhavaram-se compromissos, fizeram-se "escalas" de voluntários para que, esse momento, unico, voltasse a unir.
Até aqui sem qualquer surpresa.
Mas, ontem à tarde, "cai a bomba".
Um email, protagonizado por um Funcionário da Junta, em representação da Presidente da dita cuja em exercício, cancela o evento.
Razão aparente e formal: o próximo executivo que as marque!
Razão material e verdadeira: uma derrota evidente, clara e marcante da candidata Manuela Dias, a referida Presidente em exercício da Junta.
Isto parece "comesinho" e razão de sentir apenas e só de quem vive e vive aquele bairro.
Mas não! Para além disto e por trás disto está só e apenas um ressabiamento pela derrota.
Um não saber que a Democracia é feita de rotação política que tem e deve ser respeitada, mantida e cultivada.
Nada tenho de pessoal contra ninguem envolvido nesta contenda. Não! Apenas e só uma manifestação objectiva de um desagrado pela "ausência", pela "fuga", pelo "não saber perder", pela falta de "cultura democrática" e, acima de tudo isto, um manifesto desrespeito, desconsideração e despreocupação com a população.
Estes são os caminhos perigosos que vamos trilhando se, a nossa habitual falta de atenção, de envolvimento e de participação na vida social continuarem a ser como são.
Sim, porque a Democracia é difícil!
É sim, mas é ela e por causa dela que - em liberdade - posso hoje dizer o que digo.
E, sendo difícil, a Democracia também é frágil.
Se nos alhearmos, se não quisermos saber e se não estivermos aqui a manifestar a nossa indignação, quando dermos conta, já este modelo político passou à história e, em sua substituição, o autoritarismo, o autismo e o populismo darão origem a um sistema "musculado".
Esse - eu - não quero!
Etiquetas: Festas da Portela





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