Será que valeu a pena a Sessão Publica sobre os Estacionamentos?
Talvez continuando a multar de qualquer maneira e defendendo-se com a lei como se estas situações fossem verdadeiros crimes ou os condutores fossem uns malfeitores. Houve muitas intervenções com ideias e propostas sensatas e ajustadas à tipificação dos parqueamentos em Moscavide e mesmo na Portela. A situação da Portela é muito mais simples. As pressões de trafego e procura intensa de estacionamento verifica-se à volta do Centro Comercial.
O Parque interno da Av. dos Descobrimentos não justifica que seja tarifado.
O Parque das Piscinas e o Parque do Tenis só tem pressão a partir das 16h30m ate às 19h30 quando decorre a procura das mais variadas actividades desportivas. De contrario e durante o dia estes parques estão praticamente desertos o que não justifica os gastos que a Loures Parque tem com os seus fiscais e com as viaturas de serviço em constante movimento. A pressão que existe das tarifas prejudica sim os moradores dos arruamentos circundantes onde grande parte dos deslocados vão parquear. Ou seja, a pressão tarifaria prejudica mais os moradores adjacentes do que os vêm para estes parques. Como alguem referiu na sessão e com razão: Toda a Urbanização da Portela foi adquirida pelo Urbanizador que adquiriu os terrenos para os urbanizar com todas as infraestruturas e que vendeu em Lotes toda a Urbanização incluindo as tais infraestruturas de ruas, passeios e estacionamentos. Não foi a Câmara nem nenhuma empresa municipalizada que criou os locais de estacionamento de toda a Urbanização. Os moradores é que já pagaram tudo isso. A Câmara beneficiou e beneficia de todos os impostos a que se sujeitaram quem comprou os seus andares na Urbanização da Portela. O mesmo se passa na Urbanização do Cristo Rei e na Nova do Seminário.
Duas viaturas de duas alunas da Universidade Senior, com mobilidades reduzidas, levaram as suas viaturas para o parque junto à Universidade Senior para assistirem a uma aula de 1 hora com começo às 11h00 da manhã. Chovia se Deus a dava quando chegaram. Tentaram tirar o ticket no parquimetro mais perto, o qual não funcionava em condições (verificou-se depois, que talvez pela humidade prendia o ticket) e não saía o desejado ticket. Acabaram por ir para as aulas sem colocar o ticket no vidro. A meio da aula são alertadas que havia carros a ser "trancados" e com reboque a ser chamado. Foi explicado aos fiscais "trancadores" o que se tinha passado, os quais não quiseram saber de nada, pois tinham sido chamados pela colega e que ja não podiam fazer nada. Se os tickets não saiam ali, que fossem ao outro..... ( Ora toma e vai-te curar). Belo gozo, pois recomendaram que reclamassem para a Loures Parque.
Não quiseram ver se o parquimetro trabalhava bem ou não e se estava a engolir os tickets ou a prendê-los.Não estavam ali para isso. As condutoras tiveram que pagar na hora à volta de 60 Euros para se irem embora para casa, pois o reboque já tinha sido accionado e naturalmente foram à vida. Não valia a pena argumentar com as suas razões.Com alguma curiosidade houve quem fosse ver o parquimetro e verificou que os tickets estavam presos na maquina e não caiam. Nessa altura já lá não estavam nem fiscais nem as multadas.
Enfim, será assim que o novo Presidente da Loures Parque quer equilibrar as contas.É assim que impera agora o bom senso? Isto é o dia a dia destes Parques.
Esperamos que a nova Loures Parque venha preparada para actuar de boa fe e que venha ajudar a resolver o problema dos estacionamentos tarifados ou não tarifados na Portela. Convem lembrar que a Portela, mesmo assim tem um defice de 280 estacionamentos e que o Urbanizador foi obrigado a comprar terrenos para entregar à Câmara para cumprir com determinados coeficientes de implantação. Esses terrenos como toda a gente sabe levaram diverso destino, ficando assim alguem a dever aos moradores esses espaços para estacionamento.
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